quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Eduardo Campos e a sua forma de fazer politica

A política de Vitória de Santo Antão não é para amadores. Um exemplo disso foi quando Eduardo Campos quebrou as barreiras de cores, palanques e indiferenças. Campos conseguiu reunir três grandes oponentes políticos: Aglailson (Zé do Povo), Elias Lira e Henrique Queiroz. Isso demonstrou seu poder de articulação e liderança. 

Passados os anos, após a morte de Eduardo Campos, vítima de um acidente aéreo em agosto de 2014, não se viu mais um político tão articulador, estratégico e visionário. Durante seus dois mandatos como governador, ele conseguiu manter harmonia entre a Assembleia Legislativa e o Palácio do Campo das Princesas. Praticamente não havia oposição, pois, com sua desenvoltura e jeito sorridente de resolver as situações, sempre tratou os oponentes de forma amigável, com sorrisos, diálogos e aquelas famosas batidinhas nas costas.

Em suas conversas com aliados e opositores, ele dizia "não" sorrindo e o "sim" já pedindo com a outra mão, sabendo agradar a todos. Campos tinha palavra de rei; era olho por olho e dente por dente. Disputou as eleições de 2006 contra dois nomes fortes: Humberto Costa (ligado a Lula) e Mendonça Filho (ligado a Jarbas Vasconcelos), indo ao segundo turno com Mendonça Filho e saindo vencedor com 60% dos votos válidos. Já em 2010, foi reeleito com 82,83% dos votos válidos, tendo como forte concorrente Jarbas Vasconcelos, que obteve apenas 14,05% dos votos, e conseguiu emplacar uma "casadinha" no Senado: Armando Monteiro e Humberto Costa. Campos foi responsável pela eleição e reeleição de Geraldo Júlio como prefeito do Recife, além de ter feito Paulo Câmara seu sucessor ao governo do estado, onde o sucessor se perdeu no meio do caminho por não ter feito a lição de casa com seu professor político.

 

Durante seu governo, Eduardo implantou grandes feitos: pactos pela segurança, escolas de referências, intercâmbio internacional, e tornou o estado um atrativo para grandes indústrias. Ao anunciar que estava saindo da base da presidente Dilma e que buscava a reeleição, mudou todo o cenário político nacional. Aécio Neves, por sua vez, também anunciou que concorreria à presidência da República. Lula certa vez disse que tinha conversado com Campos para que ele fosse candidato a vice na chapa de Dilma, com a promessa de que depois seria o candidato, mas isso não se concretizou.

 

Vida Pessoal

Eduardo Henrique Accioly Campos nasceu em Recife, no dia 10 de agosto de 1965, filho do poeta e cronista Maximiano Accioly Campos e da ex-deputada federal e ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Lúcia Arraes de Alencar. Formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), era pai de Maria Eduarda, João Campos (prefeito do Recife), Pedro Campos (deputado federal), José Henrique e Miguel Henrique, frutos de seu casamento com Renata de Andrade Lima Campos.

 

Vida Politica

·       1988 a 1990 – Chefe de Gabinete no governo Miguel Arraes;

·       1992 – Secretário de Governo do Recife;

·       1993 a 1995 – Deputado Estadual;

·       1996 a 1997 – Secretário de Governo e da Fazenda de Pernambuco;

·       1999 a 2003 – Líder do PSB;

·       2003 – Deputado Federal;

·       2004 – Tomou posse como ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula;

·       2005 – Deixou o ministério da Ciência e Tecnologia;

·       2006 a 2014 – Governador de Pernambuco;

·       2014 – Candidato à presidência da República e vítima fatal de um acidente aéreo em Santos/SP.

A Morte
Em 13 de agosto de 2014, o então candidato à presidência da República embarcou em um avião modelo Cessna Citation 560 XLS+ de prefixo PR-AFA. O avião saiu do Aeroporto Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro, por volta das 9h, com destino ao município de Guarujá, para cumprir agenda de campanha. Por volta das 10h, o avião caiu sobre uma área residencial do bairro do Boqueirão, no município de Santos, Estado de São Paulo, sem deixar sobreviventes.

Suspeita de Corrupção

Após a morte, o nome de Eduardo Campos foi veiculado em casos de recebimento de propina que supostamente financiarem campanhas de 2010 e as eleições presidenciais de 2014. Segundo as investigações da Polícia Federal, seriam mais de R$ 600 milhões utilizados para abastecer o caixa dois do PSB. O nome do socialista aparece em outros inquéritos; segundo o Ministério Público Federal, ele teria recebido propina, juntamente com Fernando Bezerra Coelho, do dono da aeronave que vitimou Campos. As investigações afirmam que a construtora Camargo Corrêa pagou propina referente às obras na Refinaria Abreu e Lima; a empreiteira OAS também estaria envolvida, ambas investigadas na Operação Lava Jato, a maior operação contra esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

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