segunda-feira, 13 de maio de 2024

A estratégia do PSB/PT está dando certo.

Nas eleições de 2020, a então candidata Raquel Lyra, do PSDB, enfrentava uma disputa quase impossível de vencer, concorrendo contra a máquina pública, prefeitos e uma boa parte dos deputados estaduais. Ela enfrentou nomes fortes, como Danilo Cabral, que buscava manter o legado
socialista Eduardo Campos, Marília Arraes, prima do prefeito João Campos e neta de Miguel Arraes, e Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes. Nas primeiras pesquisas, o crescimento de Raquel era quase imperceptível. Mesmo assim, ela investiu todas as fichas possíveis para atacar os adversários (Paulo Câmara, Danilo Cabral e João Campos), e vez ou outra entrou no ataque contra Marília Arraes. Os dias foram passando e a eleição se aproximando.


Raquel Lyra ficou entre os três nomes favoritos (Danilo, Raquel e Marília). A fama de Paulo Câmara de não ser amigável com os prefeitos acabou criando rejeição para Cabral. Isso ajudou ainda mais a estratégia de Raquel e Marília. As duas se uniram para bater no governo, e o candidato do Palácio acabou saindo da graça. Chegou o segundo turno e Raquel e Marília reacenderam a disputa. Raquel contou com o apoio de muitos prefeitos e de grandes colégios eleitorais. Ela também caiu na graça dos bolsonaristas por não querer Marília como governadora de Pernambuco, pois imaginavam que seria o reflexo da gestão do PSB.


A estratégia

O PSB sempre foi muito bom em articulações políticas e sempre se saiu bem nesse sentido. Eduardo Campos, por exemplo, conseguiu colocar três rivais políticos no mesmo palanque em Vitória de Santo Antão: Aglailson Queralvares (Zé do Povo), Elias Lira e Henrique Queiroz. Ele sabia mexer as peças do xadrez de forma cautelosa e estratégica, conversava com os opositores sem ofender e fechava acordos quando necessário.

Visando as eleições municipais desse ano, o PSB/João Campos deixou a rivalidade de lado e se juntou com a prima, sua rival do segundo turno nas eleições municipais de 2020.


O PT se aproximou de Raquel Lyra por saber que ela conseguiu muitos votos dos bolsonaristas, o que não agradou muito a cúpula do PT. Após várias reuniões com Lula e outros membros do partido, Lyra foi perdendo a admiração da direita e abrindo uma rachadura entre ela e o eleitorado. Ela desfez "amizades" com o PL e favoreceu ao Partido Progressista, dando a chefia do Detran.


A decisão de Raquel em ser aliada do PT só abriu espaço para o prefeito do PSB ter sucesso em Recife em 2024 e fortalecer o palanque para 2026. Aonde Raquel não terá tanta força, já que muitos prefeitos acreditaram que o diálogo seria certo e melhor. Muitos deles bateram com a cara na porta do Palácio do Campo das Princesas, enquanto ao lado fica o castelo do Príncipe do PSB, que abraça, articula e escuta os antigos aliados da governadora.


Ainda vale lembrar que o possível candidato da governadora quase não aparece nas pesquisas. Isso só mostra que a falta de diálogo e a escolha do candidato certo é uma dor de cabeça para Raquel Lyra.

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